O mercado de carros seminovos respira melhor na economia estagnada

 

O mercado de carros seminovos respira melhor na economia estagnadaEm vez de zero quilômetro, há quem opte por seminovo, com até 3 anos de uso

Enquanto a estagnação econômica vem pesando em parte da indústria automotiva no Brasil e, consequentemente, na venda de carros zero quilômetro, o mercado de carros seminovos e usados vem se destacando em 2015. De janeiro a maio, foram comercializados 5.277.436 veículos usados no País, contra 5.160.407 no mesmo período de 2014, o que representa uma evolução de 2,3%, segundo dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).

O maior movimento ocorreu no segmento de veículos com até três anos de uso. Considerando o total de carros usados, o crescimento das vendas foi de 3,9% neste ano, frente ao resultado de 2014.

Entretanto, Fernandes ressalta que os mercados de novos e usados são complementares, pois, em geral, ao comprar um carro zero o consumidor vende um seminovo. “O segmento de seminovos não sentiu tanto o maior rigor na analise de crédito porque bons clientes estão migrando do novo para o seminovo. Mas o tamanho do mercado, como um todo, diminuiu. O de usados cresceu e o de novos diminuiu um pouco.”

O presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos, ressalta que os números de maio mostram um movimento de acomodação em patamares positivos. “Acredito que um comprador que esteja bem informado sobre as condições que o mercado de seminovos está oferecendo pode realizar um bom negócio. Na ponta do lápis, um seminovo oferece uma excelente relação de custo benefício que pode agradar em cheio a quem deseja ter um veículo em boas condições por um preço justo e dentro do seu orçamento”, declarou o presidente em nota à imprensa.

O pior já passou

A análise geral do setor é de que o pior momento já passou. Segundo Everton Fernandes, o primeiro semestre normalmente é mais fraco para as vendas e a tendência é de recuperação até o final do ano.

“Se compararmos com 2014, vamos ter um resultado de vendas mais baixo neste ano. Mas em relação ao primeiro semestre, devemos ter uma melhora. O ponto mais baixo, acho que a gente já atingiu”. Com as vendas menos aquecidas, o consumidor deve encontrar boas oportunidades até o final do ano, como promoções e opções de pagamento.

 

Fonte: O Povo online