Dez mandamentos para comprar um bom carro usado

A Fenauto, que representa as lojas de carros seminovos e usados, divulgou o balanço de fevereiro do segmento: as vendas caíram 0,4% entre janeiro e o mês passado, com 940.644 negócios, ante 944.528 do primeiro mês do ano. No bimestre, a retração foi de 4,3%. No entanto, houve 1,5% mais vendas na comparação entre fevereiro e o mesmo mês de 2015.

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O presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos, diz que não sabe como o mercado reagirá em 2016. “Não temos claras quais serão as perspectivas que nortearão a economia do país e, justamente por isso, a percepção é de que o consumidor ainda está muito cauteloso para assumir o financiamento de um veículo seminovo ou usado”, explicou.

Caso você não pretenda mais esperar para trocar de automóvel e tenha desistido dos zero-quilômetro, CARRO ONLINE anuncia abaixo os “dez mandamentos” do comprador para se sair bem no negócio:
I – TERÁS UM FOCO
Defina qual é a sua necessidade e o que você espera do carro. Quer um mais econômico e utilitário para o dia a dia ou um que disponha de bom porta-malas e espaço interno? Ou você prefere um de maior porte, mais confortável, ainda que ele apresente uma manutenção mais cara? E não se esqueça de estabelecer uma meta para gastar, pois isso o ajudará a filtrar as opções no mercado, dentro das suas necessidades.

II – CUIDARÁS DO TEU BOLSO
Há muitas opções de financiamento. O Crédito Direto ao Consumidor (CDC) é ideal para pessoas físicas, pois o pagamento é efetuado em parcelas fixas e pode ser aplicado em carros de até dez anos. Isso ajuda a planejar melhor os gastos. Limite os custos com o financiamento a até 20% do orçamento doméstico.

III – PESQUISARÁS A PROCEDÊNCIA
A pesquisa pelo usado ou seminovo pode ser feita pela internet, por lojas e feirões. Cada abordagem exige cuidados, mas ficar atento à procedência dos vendedores é comum a qualquer uma delas. Antes de combinar qualquer coisa com o vendedor, verifique a veracidade de suas informações, como endereço e telefone dele ou do estabelecimento. Fique esperto com ofertas muito abaixo ou muito acima da tabela. Geralmente elas camuflam um veículo mais avariado, proveniente de leilão ou locadora.

IV – AVALIARÁS O CARRO DE DIA
Não marque um encontro com o vendedor à noite e nem veja o carro se ele estiver molhado. Isso dificulta uma vistoria mais detalhada. Há vários macetes para detectar reparos e consertos na lataria. Preste atenção em diferenças de cor na pintura, posicione-se na mesma linha da lataria para tentar identificar ondulações e desníveis e passe a mão na lataria para reforçar a percepção. Os vincos das portas devem ter distância uniforme em toda a extensão.

V – VERIFICARÁS O INTERIOR DO CARRO
O interior do carro requer um olhar detalhado. Sinta a textura dos tecidos dos bancos para apurar a uniformidade. Atente-se a pequenas manchas, furos e marcas de queimaduras de cigarros. Verifique se as regiões de fechaduras e da ignição não contêm riscos e pequenos amassados. Confira todos os porta-trecos, principalmente o estado de suas tampas (quando houver). Veja o estado dos revestimentos das pedaleiras e do câmbio, freio de mão e volante (se estiverem muito novos, desconfie de que foram recentemente trocados). Ligue o ar-condicionado e veja se as tubulações não estão exalando odores desagradáveis.

VI – CONFERIRÁS OS NÚMEROS
Confira se as informações descritas na documentação correspondem ao carro. Rebaixamento, rodas, faróis ou qualquer outra alteração, incluindo as do motor, deve constar na papelada. Senão, você poderá ter problemas com a legislação. Cheque também os números do chassi e do motor.

VII – CONTRATARÁS UM LAUDO
O laudo técnico é uma avaliação minuciosa para identificar todos os itens originais alterados no veículo. Ele indica as manutenções realizadas e rastreia a ocorrência de sinistros. Em média, este serviço custa R$ 150. Você pode exigir que o vendedor tenha o laudo ou você mesmo pode contratar o serviço.

VIII – NÃO PERMITIRÁS ADULTERAÇÃO NO HODÔMETRO
Fique atento às adulterações no hodômetro. Nas ocorrências de sinistros a quilometragem é sempre anotada nos registros das seguradoras ou da Polícia Militar. Com isso você pode comparar a soma de todos os registros com a quilometragem apontada pelo hodômetro. Desconfie se, pelo hodômetro, você constatar que o veículo percorreu, em média, 12.000 km por ano, mas os dados do laudo técnico revelarem um número maior.

IX – LEVARÁS AO MECÂNICO
Mesmo com o laudo técnico, leve o carro a alguém que entenda de mecânica e seja de confiança para reforçar sua avaliação visual. Na companhia do mecânico, verifique se o óleo apresenta limalhas de ferro, se o sistema de arrefecimento tem vestígios de ferrugem ou óleo e se a tubulação não apresenta resquícios de óleo. Avalie o nível de inclinação da carroceria em curvas, a fim de checar o estado da suspensão. Confira o estado dos pneus e se o escapamento não exala fumaça branca ou preta.

X – CONSULTARÁS O DETRAN
O último passo é verificar junto ao Detran se o proprietário anterior deixou em aberto alguma dívida de financiamento. Se houver pendências, a oferta precisa ser muito boa para você assumir as dívidas. Senão, caia fora. Se o veículo estiver todo quitado, vá ao cartório e faça uma cópia autenticada do recibo de transferência. Isso facilitará sua vida caso chegue alguma multa aplicada antes da aquisição.

 

Fonte: Carro Online