Como fugir de “carro bomba” na hora de comprar um usado.

Interdicao-da-faixa-da-direita-apos-enguico-de-carro-na-Ponte-Rio-Niteroi.-Foto-Custodio-Coimbra“Carro-bomba”: a fala macia e o excesso de qualidades anunciadas podem esconder algumas artimanhas utilizadas por vendedores inescrupulosos para disfarçar imperfeições

“Esse aqui está 10, patrão. A dona só usava para ir ao supermercado. E o motor ainda está amaciando.” Esse é um tipo de discurso fácil de ser ouvido numa loja de carros usados.

Mas a fala macia e o excesso de qualidades anunciadas podem esconder algumas artimanhas utilizadas por vendedores inescrupulosos para disfarçar imperfeições ou defeitos graves no automóvel à venda.

Por isso, o ideal é sempre que possível levar um mecânico de sua confiança para inspecionar o veículo no momento da compra.

Descubra a seguir alguns truques que lojistas de má-fé utilizam para empurrar o automóvel que só depois o dono vai descobrir se tratar de uma bomba-relógio.

Adesivo? Essa não cola!

Atenção com carroceria com adesivos ou totalmente envelopada. Esse é um truque recente, mas que já é usado na periferia das grandes cidades.

A moda dos carros cobertos por películas foscas tem um efeito colateral: o material pode estar lá para esconder arranhões na lataria, desgaste na pintura ou até marcas de ferrugem. Pior ainda são os chamados “bomber sticks”, adesivos colados em apenas uma parte do carro.

Como são multicoloridos, tornam-se um pesadelo para quem procura ondulações e vincos numa carroceria.

Quanto mais rodado o automóvel, maior a possibilidade de a adesivação ser utilizada para disfarçar defeitos.

Esse recurso lembra um truque usado nos anos 70, quando o teto de vinil era oferecido como opcional no Chevrolet Opala.

Muitos aplicavam depois esse vinil como forma de disfarçar veículos que tinham sofrido um capotamento.

Pó mágico

Câmbio que arranha nas trocas de marchas em geral requer conserto caro, já que a caixa precisará ser desmontada até para fazer o diagnóstico exato.

Antes de passar o carro adiante, alguns vendedores colocam pó de serragem para ajudar a mascarar os ruídos.

O câmbio ficará um pouco mais duro, porém vai sumir a maior parte dos rangidos na hora de fazer as mudanças de marcha.

Frito no óleo

Quando o motor começa a perder compressão, a ponto de exigir uma retífica, ou mesmo quando há alguns sinais de vazamento, há lojistas que utilizam um recurso difícil de descobrir.

Eles colocam no motor óleo lubrificante bem mais viscoso do que o previsto no manual do proprietário.

Às vezes até óleo de caminhão é usado com essa finalidade. O objetivo é preencher as folgas internas e evitar que o lubrificante suba para a câmara de combustão, o que geraria uma fumaça preta ou azulada.

Aqui, o comprador precisaria ter ouvido de maestro para tentar detectar pequenas batidas diferentes no motor, que lembram levemente um tec-tec-tec de motores diesel.

Passa a borracha

Até a década de 80, o interior do porta-malas dos automóveis era revestido de uma tinta emborrachada, chamada quantil. O material era aplicado no interior como revestimento fonoabsorvente.

Hoje, se você encontrar um veículo com essa tinta, desconfie, pois alguns a utilizam para mascarar marcas de solda ou outros consertos na parte interna da lataria.

Retoque na maquiagem

Carro velho com pintura muito brilhante e lisa pode esconder um truque, que é o uso de ceras coloridas.

Elas ajudam a disfarçar pequenas diferenças causadas por repinturas malfeitas. Muitas vezes, o motorista só percebe depois que manda lavar o carro na próxima vez.

Para descobrir a artimanha é preciso verificar com atenção a carroceria em busca de riscos que podem estar encobertos pela cera. Ao passar um lenço de papel por cima, ela sai e revela o defeito na tinta.

Lavou, tá novo!

Mais um recurso para disfarçar vazamentos: mandar lavar o motor para dar a aparência de estar em perfeito estado.

Cuidado. O fato de ele não apresentar marcas de vazamentos não significa que eles não existam.

É até preferível comprar um carro cujo motor esteja sujo de poeira e terra, pois mostra que ele provavelmente nunca foi aberto.

Além disso, nenhuma fábrica hoje recomenda lavar o motor periodicamente, a não ser em caso de enchentes ou uso severo fora da estrada, pois sempre há o risco de a água danificar componentes eletrônicos.

Detetor de mentiras

Pesquisas das seguradoras indicam que os brasileiros rodam, em média, de 12 000 a 15 000 km por ano. Automóvel com quatro anos que registre menos de 50 000 km é para se desconfiar.

A propósito, os hodômetros digitais, ao contrário do que as fábricas indicam, são facilmente adulteráveis.

A ferramenta usada é a mesma que ladrões levam para furtar carros: uma espécie de laptop apelidado pela polícia de “chupa-cabra”, que engana o módulo da injeção eletrônica.

A melhor maneira para descobrir o truque é checar no manual se as revisões estão carimbadas com as quilometragens corretas ou levar a uma autorizada e convencer um funcionário a conectá-lo num scanner oficial da marca, que pode revelar a quilometragem real do veículo.

Mas é bom saber que esse procedimento não é endossado pela fábrica e, portanto, é mais um favor do que um serviço obrigatório da concessionária.

Debaixo do tapete

Para disfarçar rangidos da suspensão, alguns lojistas pulverizam a parte inferior da carroceria com fluido de transmissão automática ou algum outro tipo de óleo.

Antes de fechar negócio, peça para colocar o veículo em um elevador de posto de combustível, por exemplo.

Manchas de óleo no assoalho são sempre um mau sinal, já que esses fluidos contaminam todas as borrachas e podem atacar as buchas e as mangueiras de freio.

Levou um couro

Você entrou no carro e adorou o volante e a alavanca revestidos de couro que parece novos em folha?

Cuidado: num automóvel com mais de três ou quatro anos de uso essas peças não podem parecer que acabaram de sair da loja, pois o couro se desgasta com certa facilidade no contato constante da mão com essas peças.

Isso pode ser uma estratégia para esconder que as duas peças estão desgastadas demais, indicando que o veículo tem quilometragem muito maior do que parece.

Às vezes o volante original era de plástico, mas ganhou o couro só para disfarçar o excesso de uso, o que nesse caso geralmente passa dos 60 000 km.

 

Fonte: Exame

Veja 10 cuidados para manter seu carro impecável

Você lava o carro sempre que volta da praia? E conserta amassadinhos?
Colunista fala também de quem exagera: polimento não pode ser hábito.

BLOG

Todo mundo sabe que o valor de um carro cai anualmente, mas muita gente se esquece de que a falta de cuidados básicos pode desvalorizá-lo ainda mais e, em alguns casos, dificultar muito o momento da troca. Veja abaixo 10 dicas para pôr em prática o quanto antes e assim garantir o melhor preço para o veículo:

1) Lavar o carro na volta da praia
Pouca gente faz isso, até porque não é fácil achar um posto que levante o carro para lavá-lo por baixo.

Mas este é um cuidado importante. O sal acelera a oxidação (ferrugem) nas peças que não possuem tratamento anticorrosão. As mais atingidas são peças fundidas com alto teor de carbono, como discos de freio, cilindros de roda, bloco do motor, pinças de freio, entre outras.

2) Nada de querosene
Não se deve aplicar querosene ao lavar o carro. Este produto danifica a pintura e a maioria das borrachas da suspensão. Água e sabão neutro são suficientes para uma boa limpeza, inclusive da lataria.

Se você deixa seu carro exposto ao sol e à chuva diariamente, é bom fazer um enceramento a cada três meses.

3) Conserte os amassadinhos
Pequenos amassados devem ser reparados o mais breve possível. É comum as pessoas acumularem os serviços de funilaria e pintura e, por conta disso, deixarem de lavar seus carros. De repente, elas percebem que terão que pintar todo o carro: isso porque muitas vezes a ferrugem toma conta do local amassado, deixando uma impressão pior ainda.

4) Evite manchas
Deixe seu carro longe de: goteira de cimento, óleo de freio, fezes de pássaros, gasolina, tíner, e tome cuidado ao estacionar embaixo de árvores.

Se seu carro possui manchas provocadas por alguns destes produtos é melhor levá-lo a uma oficina especializada para tentar removê-las. Cuidado: soluções caseiras utilizando materiais inadequados podem causar ferimentos e piorar o problema.

5) Cuidado com máquinas de asfalto e demarcação
Entre os poucos que podem ser resolvidos em casa, respingos de asfalto podem ser removidos da pintura com óleo para bebês. Já respingos de tinta demarcatória de asfalto (como faixas de pedestres) devem ser tirados em oficina especializada. Portanto, passe longe de máquinas de demarcação.

6) Carro repintado requer mais cuidado
Um leitor perguntou se pintura metálica requer mais cuidados do que a sólida. Depende. Carros com pintura sólida que já foram repintados necessitam de mais cuidado, pois a maioria das oficinas de funilaria e pintura utiliza o PU (poliuretano) no lugar do Poliéster (utilizado pelas montadoras). Como o PU não exige a aplicação da camada de verniz, a pintura fica mais vulnerável a manchas. Se a pintura do seu carro é original, não existem cuidados diferentes entre a sólida e a metálica.

7) Atenção no lava-rápido
Não se pode generalizar, mas, infelizmente, alguns funcionários destes estabelecimentos não recebem treinamento adequado. Todo carro deve ser lavado na sombra, começando pelo teto. No entanto, é comum encontrarmos lavadores que começam por baixo – a parte que geralmente possui terra respingada das rodas. Se o lavador encher a bucha de terra, provavelmente vai riscar toda lataria. Este fato é muito observado em carros pretos: as marcas de movimentos circulares ficam bem evidenciadas.

8) Capas nem sempre protegem
Capas plásticas não combinam com umidade nem poeira. Para cobrir um carro é necessário que o material esteja totalmente limpo e seco. Dê preferência para capas forradas por dentro e com grande ventilação.

9) Marquinha da porta do carro vizinho
Seu vizinho de garagem não toma cuidado ao abrir a porta? Já existem no mercado alguns protetores de espuma magnetizados que se coloca na lateral cada vez que estaciona o carro. Uma opção mais barata que alguns internautas citaram é a utilizar os “espaguetes” de piscina: você pendura um de cada lado do carro, amarrados com um barbante. Visualmente não é a melhor solução, mas seu vizinho de garagem vai entender o recado.

10) Polimento sem exagero
Polimentos, cristalizações, espelhamento e revitalizações são bem-vindos, porém com moderação. A cada polimento, uma parte da camada de verniz é removida através da utilização de politrizes de alta rotação associadas a massas abrasivas. Geralmente esse serviço é indicado para pinturas manchadas, queimadas de sol. Para veículos novos e seminovos, sem manchas, a melhor opção é o enceramento.

 

 

Fonte: AutoEsporte

Ponte Rio-Niterói tem 10 mil veículos acima da velocidade em 2 dias

ponte-rio-niteroi

Foram instalados 8 radares, 4 no sentido Rio e 4 no sentido Niterói.
Equipamentos ainda estão em testes e multas começam a valer em julho.

Somente nos dois primeiros dias de teste dos novos radares instalados na Ponte Rio-Niterói, foram registrados 10 mil flagrantes de veículos acima da velocidade permitida. Desde quarta-feira (1), foram colocados oito radares, quatro equipamentos em cada sentido, nos trechos onde o motorista costuma acelerar mais.

Os equipamentos ainda estão em testes e as multas só começam a valer em julho. Com essa instalação, a Ponte passou a ter um radar a cada três quilômetros e a velocidade permitida é de 80km/h.

Os radares que foram instalados no sentido Rio ficam depois do pedágio e próximo ao Mocanguê, na descida do vão central, na grande reta e na reta do cais. No sentido Niterói, há radar na reta do cais, na grande curva, na descida do vão central, após o Mocanguê, e na chegada ao pedágio.

A localização dos radares foi definida através de um estudo, que avaliou os pontos de maior registro de acidentes e bandalhas.

Fonte: G1